Um novo estudo liderado pela biofísica Alison Sweeney, da Universidade de Yale, revela como os moluscos gigantes coletam luz solar de forma eficiente para a fotossíntese de algas que residem em seus tecidos. A pesquisa lança luz sobre a relação simbiótica entre os moluscos gigantes e as algas, fornecendo insights para avanços na tecnologia solar e na produção de biocombustíveis.
Os moluscos gigantes, encontrados nos recifes de corais de Palau, no Oceano Pacífico Ocidental, vivem em simbiose com algas (gênero Symbiodinium). Essas algas residem em colunas verticais dentro dos tecidos do molusco. Pesquisas anteriores mostraram que uma camada de células translúcidas no molusco dispersa a luz incidente, permitindo que ele ilumine essas colunas de forma eficaz. Essa dispersão otimizada dilui e espalha a luz uniformemente pelas algas, facilitando a fotossíntese eficiente nas profundezas do tecido.
O novo modelo desenvolvido pelos pesquisadores leva em conta as mudanças na distribuição e intensidade da luz à medida que ela passa pelos tecidos dos moluscos. O estudo revela que as algas captam luz de baixa intensidade com mais eficiência do que luz de alta intensidade. Ao estruturar as algas em colunas separadas por tecidos transparentes, os moluscos conseguem gerenciar a distribuição de luz de forma mais eficiente em comparação com uma distribuição aleatória.
A capacidade do molusco de inflar seus tecidos ajustando a pressão sanguínea permite que ele otimize o espaçamento entre as colunas de algas em resposta a diferentes condições de luminosidade. Simulações que integraram essa característica alinharam a eficiência modelada com os 67% observados, muito superior aos 3% dos campos de cultivo tradicionais ou aos 20-25% dos grandes painéis solares.
A pesquisa sugere que a compreensão dessas eficiências biológicas pode auxiliar nos avanços da tecnologia solar e da produção de biocombustíveis. Além disso, especula-se que as florestas boreais possam empregar naturalmente estratégias semelhantes de redistribuição de luz por meio da cobertura de nuvens e do arranjo de árvores para otimizar a fotossíntese.




